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Fila Brasileiro

Vamos salvar a raça Fila!

 


Não há como deixar de aproveitar um veículo de comunicação tão espetacular, como é a internet, para demonstrar a tristeza em que vejo muitos ¨criadores ¨ tentarem transformar o Fila Brasileiro em um verdadeiro monstrengo.

Os árbitros brasileiros deveriam antes de qualquer outra raça, conhecer profundamente o fila, já que este é o único cão de guarda reconhecidamente brasileiro. O que deveria ser rotina, virou exceção. Existem pouquíssimos árbitros que podem julgar um fila como ele merece. A maioria só engana.

Em pleno período de comemoração dos 500 anos do Brasil, as entidades deveriam obrigá-los a se reciclarem, seria um grande presente para o nosso país.Esse reduzido número de árbitros que sabem julgar a raça ficam constrangidos diante do julgamento de seus colegas. Somente pelo motivo de ser uma raça brasileira, o fila merece um tratamento diferenciado.

Outra coisa que irrita os verdadeiros criadores é essa tal de socialização do fila. O fila é um cão de guarda. Não é um monstro, como dizem por aí. Sua principal característica é ser fiel ao dono. O fila é extremamente obediente, carinhoso, não ataca crianças que convivem com ele (mesmo as mais atentadas). Daí o antigo e acertado provérbio popular: Fiel como um cão de fila ¨.O Fila não tem apenas um dono. É um cão de toda a família. Apesar de mostrar mais carinho por um, respeita e ama todos os que convivem com ele. É um dos poucos cães que servem para guarda e companhia. Se isso não acontecer, pode pesquisar, que tem descendentes mestiços na sua linha de sangue, ou seja, não é um cão puro. Mas, é um cão de guarda por excelência, ou seja, tem ojeriza por estranhos. Defende o seu território de pessoas que não conhece. Se acha que algum de seus donos está em perigo, não se iludam, ele dá a vida para protegê-lo.

Não desejamos o fila incontrolável. Ao contrário. Só não queremos que seja um ¨ palerma ¨ , como estão querendo fazer. Um estranho não pode colocar a mão em um fila, sob pena de levar uma mordida (recado aos árbitros ). Se isso acontecer, não serve para ser um cão de guarda. Queremos um cão de utilidade, não um cão para servir apenas como chamariz para eventos de exposições unicamente de beleza.

Controle de displasia, súmulas ditadas ao microfone, prova de progênie e prova de caráter são algumas das atitudes que devem ser impostas pelos criadores. Denúncias de falsificação de pedigree, mestiçagens, modificações arbitrárias no padrão racial, atitudes parciais de árbitros devem ser rigorosamente investigadas e denunciadas, e serem banidos os responsáveis por elas.

Devemos criar o fila pelo amor à raça e não pelo dinheiro que dela possa vir. Devemos ser patriotas. Defendendo o fila, estaremos defendendo nossas cores, nossa bandeira, nossos símbolos. Criar fila é ser brasileiro duas vezes.

Essas são denúncias de muitos criadores com quem mantenho contatos. Não somos poucos, e estamos nos unindo. A quem acompanhar nossas idéias, vamos à luta. A quem for contra o fila brasileiro puro, preparem-se para a batalha, que em breve, se Deus quiser, serão derrotados.

Tênisson de Sousa Cavalcante

Criador da raça Fila Brasileiro, proprietário do Canil Santa Luzia, em artigo escrito no ano de 2000, para o Jornal AGOFIP

 

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